A Sandisk NAS 800 de 1,92 TB manteve cerca de 4 GB/s em gravação sequencial por uma hora na avaliação da Tom’s Hardware. Antes, a amostra chegou a aproximadamente 12 GB/s por cerca de um segundo na fase de cache pSLC e, depois, gravou diretamente em TLC a pouco menos de 4 GB/s. Para transferências longas em um NAS, esse comportamento é mais relevante que o pico anunciado; em cópias menores, o resultado foi menos favorável.
O que acontece depois do cache
No teste de gravação sequencial de 15 minutos da Tom’s Hardware, a unidade passou de um breve pico em pSLC — uma etapa de cache usada para acelerar a escrita — para a gravação direta na memória TLC. A equipe também mediu cerca de 4 GB/s durante uma hora em um teste sustentado. São resultados da amostra avaliada, não uma promessa de desempenho para qualquer NAS ou configuração. A página de resultados da Tom’s Hardware detalha os testes.
A Sandisk informa velocidades sequenciais de até 14.900 MB/s para leitura e 13.200 MB/s para gravação no modelo de 1,92 TB. Esses máximos especificados pelo fabricante não são a mesma medida que a gravação sustentada observada nos testes. A unidade avaliada é o modelo SDSNP2192TAN-000E0, com interface PCIe 5.0 x4 e protocolo NVMe 2.0. As especificações da Sandisk também atribuem a essa capacidade até 2,3 milhões de IOPS em leitura aleatória e 1,5 milhão em gravação aleatória.
O teste de 50 GB mostra outro perfil
No DiskBench, a Tom’s Hardware usou um conjunto de 50 GB com 31.227 arquivos. O cache absorveu cerca de um quarto da gravação; nesse teste, o desempenho de escrita ficou aproximadamente 20% atrás do de outros SSDs Gen 5, e a cópia foi 36% mais lenta que no WD Black SN8100 testado no mesmo hardware. A comparação de escrita é com outros modelos Gen 5; a de cópia, especificamente com o WD Black SN8100.
A análise observa que esse conjunto de 50 GB desfavorece o perfil da NAS 800, pensado para gravações sustentadas, e que uma transferência maior evidencia melhor o comportamento em regime contínuo. Assim, o resultado de cópia é útil para entender tarefas desse tipo, mas não substitui a medição de uma hora para avaliar gravações longas em um NAS.
Resistência e proteção contra perda de energia
Para a versão de 1,92 TB, a Sandisk especifica resistência de 3.500 TBW e garantia limitada de cinco anos. TBW é a quantidade total de dados gravados usada como referência de resistência; a fabricante calcula essa classificação com a carga de trabalho cliente JESD219 da JEDEC. Os valores pertencem a essa capacidade específica. A página do produto da Sandisk apresenta a classificação e as condições da garantia.
A Tom’s Hardware identificou no exemplar analisado um controlador Silicon Motion SM2508, 2 GB de memória LPDDR4 e memória flash BiCS8 TLC de 218 camadas. A inspeção descreve componentes da amostra, não uma lista completa de especificações publicada pela fabricante.
Há também uma diferença importante para quem avalia a proteção do armazenamento: segundo a Tom’s Hardware, a NAS 800 não tem hardware de proteção contra perda de energia, como um conjunto de capacitores. A análise cita a Addlink NAS D60 como alternativa que dispõe desse recurso; essa comparação diz respeito à proteção contra perda de energia, não a uma equivalência geral entre os SSDs.
Temperatura, eficiência e perfil de uso
No teste da Tom’s Hardware, feito com temperatura ambiente próxima de 22 °C, a amostra atingiu menos de 70 °C. A análise considerou a eficiência energética inferior à do WD Black SN850X e fraca diante de referências Gen 4 e Gen 5; também relacionou a avaliação da eficiência ao pequeno cache pSLC e à gravação direta em TLC.
O veredito depende do trabalho: a NAS 800 de 1,92 TB faz mais sentido para quem precisa de gravações longas e valoriza a resistência especificada, aceitando o perfil de eficiência apontado pela análise. Para cópias menores, o teste de 50 GB mostra que o desempenho pode ficar atrás de outros SSDs Gen 5. E, se a proteção de hardware contra perda de energia for um requisito, a ausência desse recurso pesa na escolha.