Autoridades ucranianas disseram que as restrições ligadas ao uso de Starlink e Starshield na Ucrânia haviam sido suspensas até 24 de outubro de 2026. Segundo autoridades ucranianas citadas pela Reuters, as operações, limitadas a 160 km/h durante a restrição, voltaram a 400 km/h. Os números indicam velocidade de deslocamento operacional, não velocidade de transmissão da internet. A Defense One informou que a redução durou dez dias.

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O que as restrições mudaram nas operações

Em 14 de outubro, durante uma barragem de mísseis russos, operadores ucranianos relataram dificuldades para direcionar drones em alta velocidade. Serhii Beskrestnov, assessor presidencial ucraniano, disse que várias missões fracassaram. Volodymyr Zelenskyy afirmou que as limitações prejudicaram a interceptação de drones russos e levaram ao cancelamento de algumas operações.

As autoridades ucranianas relataram a retomada do serviço até 24 de outubro. Os números de 160 km/h durante as restrições e 400 km/h depois da restauração foram atribuídos a funcionários ucranianos pela Reuters.

A Starlink é a constelação e o serviço comercial da SpaceX. A Defense One descreve a Starshield como um serviço militar de dados que depende da infraestrutura da Starlink. Essa relação ajuda a explicar por que os dois nomes aparecem no episódio, embora designem serviços diferentes.

Em 14 de outubro, Elon Musk disse que o governo dos Estados Unidos controla a Starshield e que os limites de velocidade ou uso são decididos pelos militares e, em última instância, pelo presidente. Em 24 de outubro, Musk acusou a Ucrânia de violar os termos do serviço comercial Starlink ao usá-lo em ataques ofensivos com drones; líderes ucranianos contestaram a acusação. Para saber mais sobre essa disputa, veja a cobertura anterior da NeoTeo sobre a acusação atribuída a Musk sobre o Starlink na Ucrânia.

A reação de parlamentares e aliados

Em 19 de outubro, um grupo de senadores dos Estados Unidos perguntou à SpaceX quando a Alemanha havia sido avisada sobre a redução do serviço. A Alemanha financiava o acesso da Ucrânia ao Starlink, e o ministro das Relações Exteriores alemão, Johann Wadephul, disse em 16 de outubro que o país esperava que o serviço pelo qual pagava funcionasse.

Em 22 de outubro, outro grupo de senadores pediu ao secretário de Defesa Pete Hegseth que ampliasse o contrato existente da Starshield para a Ucrânia e restabelecesse o serviço sem limite de velocidade. O primeiro-ministro canadense Mark Carney também criticou a decisão em 23 de outubro.

O possível impacto sobre os provedores de satélite dos EUA

Ex-integrantes das Forças Armadas dos Estados Unidos ouvidos pela Defense One alertaram que a incerteza sobre o serviço durante operações de combate poderia reduzir a confiança nos provedores americanos e abrir espaço para concorrentes. A avaliação aponta um risco futuro para a competitividade do setor.

Entre as empresas que poderiam receber mais negócios ou apoio governamental estão Eutelsat OneWeb, SES e Iridium. A Ucrânia também já tinha iniciativas para desenvolver capacidade própria de comunicação por satélite: um acordo com GomSpace e Stetman e uma carta de intenção, assinada em 22 de outubro, com ICEYE e Nokia.