A United24 Media informou em 15 de outubro que Volodymyr Zelensky disse ter proposto a Donald Trump habilitar o acesso à Starlink em território russo para que forças ucranianas pudessem atacar sistemas russos de lançamento de mísseis balísticos. A declaração foi atribuída a uma entrevista de Zelensky ao Financial Times; trata-se de uma proposta relatada. (United24 Media)

Segundo o relato, Zelensky afirmou que a medida poderia pressionar a Rússia a negociar e tornar desnecessários ataques ucranianos à infraestrutura energética russa.

O que a restrição relatada media

A proposta de Zelensky mencionava a Starlink. Já os relatos sobre as restrições a terminais militares ucranianos tratavam da Starshield. A velocidade citada nessas notícias era a de deslocamento do terminal — não a taxa de transferência de dados da conexão. A reportagem anterior do NeoTeo sobre as restrições aos terminais militares abordou esse episódio.

O Kyiv Post relatou que fontes ucranianas situavam o limite perto de 160 km/h. Em 14 de outubro, Mykhailo Fedorov informou que a conectividade estava sendo restabelecida para terminais que se deslocavam a até 160 km/h, enquanto a restrição aos mais rápidos permanecia. O Ministério da Defesa da Ucrânia descreveu formalmente o limite como aproximadamente 161 km/h; relatos de unidades apontaram perdas de conexão entre cerca de 72 e 161 km/h. (Kyiv Post)

As interrupções foram associadas a drones interceptadores, operações de ataque de médio alcance, reconhecimento, retransmissão de comunicações e logística na linha de frente, segundo o Kyiv Post.

Quais operações poderiam ser afetadas

Em avaliação publicada pela France 24 em reportagem da AFP, fontes disseram que ataques de longo alcance contra refinarias no interior da Rússia não deveriam ser afetados, porque a Starlink não opera nessas áreas. Yohann Michel, pesquisador citado pela AFP, avaliou que operações de médio alcance na Crimeia, no leste ocupado da Ucrânia e no Mar Negro poderiam ser afetadas. (France 24 / AFP)