A avaliação de Scott Armstrong sobre o trabalho da OpenAI em Navier–Stokes destaca sua ambição e a possibilidade de compreendê-lo; não é um parecer sobre a correção da prova. Em outro plano, um artigo de A. Bastounis, F. Circelli e A. C. Hansen argumenta que a formalização em Lean não corresponde semanticamente à prova escrita e aponta diferenças entre as duas versões.
O que Armstrong avaliou
Em sua publicação no X, Armstrong descreveu o trabalho como extraordinário e disse que talvez estivesse além do que uma pessoa conseguiria conceber, mas não da compreensão humana. Ele também escreveu que grupos de especialistas em equações diferenciais parciais trabalhavam para entender o texto e, segundo sua avaliação, já avançavam nessa compreensão.
Greg Brockman, presidente da OpenAI, publicou separadamente uma avaliação com a mesma formulação central. As duas publicações são distintas. A NeoTeo já abordou as diferentes avaliações de matemáticos sobre a IA após o anúncio da OpenAI em uma reportagem sobre Richard Borcherds e Robin Huang.
O que o artigo aponta entre Lean e a prova escrita
Lean é um assistente de provas: verifica se os passos formalizados demonstram o enunciado matemático codificado. Essa checagem se aplica à versão formal. A questão levantada por Bastounis, Circelli e Hansen é se essa versão preserva o sentido da prova em linguagem natural.
No artigo datado de 6 de outubro de 2026, os autores comparam estimativas que usam quantidades diferentes de derivadas adicionais:
| Versão da estimativa | Derivadas adicionais |
| Prova em linguagem natural | 4 |
| Estimativa citada em Lean | 5 |
Nesse exemplo, a estimativa citada em Lean usa uma derivada adicional. Os autores também descrevem diferenças no limite para o fluxo de pressão e em sua demonstração, inclusive nas variáveis e nas condições temporais consideradas. A conclusão do artigo trata da correspondência semântica entre as versões examinadas; os autores não afirmam que a prova em linguagem natural esteja incorreta. O artigo completo detalha esses exemplos.
O que OpenAI e Clay disseram sobre o resultado
Em 8 de setembro de 2026, a OpenAI anunciou um resultado que, segundo a empresa, estabelece os casos forçados C e D do problema de existência e suavidade de Navier–Stokes. A empresa descreve uma singularidade em tempo finito para um fluido incompressível tridimensional, inicialmente em repouso e sujeito a uma força externa suave, mantendo energia finita. A OpenAI também declarou que não pretende reivindicar o prêmio por esse resultado. O anúncio da empresa apresenta a prova em linguagem natural e sua formalização em Lean.
Em comunicado de 11 de setembro de 2026, o Clay Mathematics Institute disse que o problema parecia estar resolvido e descreveu a avaliação do prêmio como deliberadamente sem pressa. A instituição afirmou que daria novas informações sobre o processo em seu próprio comunicado oficial.