A AST SpaceMobile terá licença para fabricar os motores previstos para seu foguete Blacklift, enquanto a Firefly Aerospace manterá a propriedade intelectual da tecnologia. O acordo, anunciado pela Firefly em 6 de novembro de 2026, também prevê o fornecimento de 36 motores e três anos de suporte de engenharia, por mais de US$ 1,3 bilhão.

A licença permite à AST fabricar os motores; a propriedade intelectual continua com a Firefly.

O que cada empresa recebe no acordo

A Firefly fornecerá 27 motores Miranda e nove motores Vira na variante a vácuo para os três primeiros foguetes da AST SpaceMobile. O contrato também prevê suporte de engenharia por três anos. A Firefly descreve a contrapartida como uma combinação de dinheiro e ações ordinárias Classe A da AST sujeitas a períodos de bloqueio. A empresa detalhou os termos do acordo em seu comunicado.

A licença dá à AST o direito de fabricar os motores, mas não transfere a propriedade intelectual, que a Firefly diz manter integralmente. É uma diferença importante: o acordo prevê fabricação pela AST sem que a tecnologia dos motores passe a ser sua propriedade.

O que a Firefly relata sobre os testes do Miranda

A Firefly informa que o motor Miranda passou por mais de 175 testes de queima, somando mais de 4.200 segundos. A empresa também relata um teste de um motor de 230.000 lbf a 110% do desempenho, com duração de 226 segundos. O comunicado compara esse tempo aos 206 segundos indicados como duração nominal de voo.

Esses números se referem aos testes do Miranda divulgados pela Firefly. Eles descrevem o histórico de testes do motor, não ensaios do foguete Blacklift.

Como o acordo se encaixa no cronograma do Blacklift

A PCMag informou em 6 de novembro que os primeiros lançamentos do Blacklift têm como meta o fim de 2028. A reportagem também atribuiu ao foguete a capacidade planejada de levar até cinco satélites BlueBird por lançamento. Para 2027 e 2028, a AST já tinha acordos com provedores externos para lançar mais de 100 satélites BlueBird, segundo a mesma reportagem.

A Firefly diz que o acordo também apoiará seus planos de contratar funcionários e adquirir materiais de longo prazo e equipamentos, além de instalar várias novas bancadas de teste em Briggs, no Texas. A empresa prevê que esses investimentos ampliem sua produção e seus testes de veículos de lançamento.

A NeoTeo já acompanhou a primeira transferência de chamada da AT&T para a rede da AST SpaceMobile. O plano Blacklift trata de outra parte do projeto: levar os satélites BlueBird ao espaço.