“Este anel, e nenhum outro, é obra dos Elfos, que venderiam a mãe para tê-lo de volta. Soberano dos Mortais, dos Grelos e do Presunto; se o ostentares no dedo, ficarás o mais chique. Único Anel que tem um Poder Onipotente: tudo o que lhe mandares, ele cumprirá exatamente. Se o quebrares ou o fundires, não poderá ser reparado; se o encontrares, manda-o a Saurion (o frete já está pago)”. Assim começa Bored of the Rings, a paródia de 1969 de "O Senhor dos Anéis".
Lembro que há alguns anos me deparei com um artigo dedicado a um romance russo inspirado na trilogia O Senhor dos Anéis, intitulado The Last Ringbearer (O Último Portador do Anel). E, como bom seguidor da obra de Tolkien, minha curiosidade me levou a ler esse livro graças à sua premissa como uma sequência informal que se concentra em contar a história, mas pela perspectiva dos residentes de Mordor.
Embora não haja muito a destacar sobre esse romance (pessoalmente, não achei grande coisa), sim me interessou saber que outras obras semelhantes andam por aí. E uma das mais interessantes é Bored of the Rings, a paródia de 1969 de "O Senhor dos Anéis".
Bored of the Rings, a paródia de 1969
Escrito por Henry N. Beard e Douglas C. Kenney, Bored of the Rings foi publicado em 1969 (catorze anos após o lançamento de The Return of the King). Aproveitando o sucesso da trilogia, esse romance segue a história estabelecida por Tolkien, mas com um estilo cômico. Para começar, tanto os nomes dos personagens quanto os dos lugares foram parodiados, a maioria aludindo a marcas comerciais e celebridades da época. Mais uma vez, a trama segue a Comunidade liderada pelo mago Goodgulf Greyteeth (Gandalf, o Cinzento) para destruir o anel que pertence a Frito Bugger (Frodo Bolseiro) e assim salvar o mundo da escura terra de Fordor (Mordor).
Parece mentira, mas Bored of the Rings foi muito bem-sucedido em sua publicação, contando com várias edições ao longo dos anos e sendo traduzido para finlandês, francês, alemão, húngaro, italiano, polonês, português, russo, sueco e espanhol (intitulado "El Sopor de los Anillos" em 2001). Inclusive conta com uma versão em audiolivro em inglês, narrada por Rupert Degas e produzida pela Orion Audiobooks, lançada em 2013.
Mas o melhor (ou o pior, dependendo do ponto de vista) aconteceu com o lançamento de Bored of the Rings: The Trilogy, dirigido por Glenn Millar em 2005. Essa loucura teve algumas mudanças para se adaptar aos tempos modernos, como o nome Ganj-alf the Green (Gandalf, o Verde, em alusão à maconha), mas mantendo a essência cômica e disparatada da novela. Se você é amante do universo de Tolkien, do humor absurdo e está procurando um bom momento, então não pense mais e comece a ler Bored of the Rings.
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