Em 22 de outubro de 2026, o CDS de cinco anos da Meta chegou intradiariamente a cerca de 119,3 pontos-base ao ano, depois de subir até 8,9 pontos-base. A Bloomberg atribuiu os números à ICE Data Services e informou que esse foi o maior nível intradiário desde o início da negociação ativa dos swaps, cerca de um ano antes.
O que mede o spread de CDS
Um CDS é um contrato de proteção contra perdas associadas a um evento de crédito. Quem compra essa proteção paga um prêmio regular; o spread é o preço anualizado dessa cobertura.
Em estudo publicado em dezembro de 2005, o Banco de Compensações Internacionais (BIS) explicou que spreads de CDS refletem perdas esperadas e prêmios de risco, a compensação exigida por investidores para assumir esse risco. Por isso, 119,3 pontos-base ao ano é uma cotação de proteção de crédito, não uma probabilidade de calote de 1,193%.
Os números de gastos e fluxo de caixa
A Seeking Alpha, em conteúdo republicado pela TradingView, informou que os compromissos futuros da Meta com arrendamentos e contratos somavam cerca de US$ 825 bilhões, ante quase US$ 700 bilhões reportados em julho de 2026. Muitos desses compromissos estavam ligados a computação e infraestrutura de IA.
A mesma publicação informou que a projeção de gastos de capital da Meta para 2026 passou a ser de US$ 135 bilhões a US$ 145 bilhões. O limite inferior subiu de US$ 130 bilhões, enquanto o superior permaneceu em US$ 145 bilhões.
No terceiro trimestre de 2026, o fluxo de caixa livre reportado foi negativo em US$ 2,12 bilhões, ante US$ 784 milhões positivos no trimestre anterior e US$ 10,63 bilhões positivos um ano antes. Esses números compõem o contexto financeiro associado às preocupações com gastos de IA, sem apontar, por si só, uma causa única para a alta do CDS.
Outras empresas de tecnologia também tiveram alta
A Bloomberg informou que os custos de proteção por CDS de Oracle, Microsoft e Broadcom também subiram na quinta-feira, 22 de outubro de 2026.