O progresso técnico do Linux foi impressionante nos últimos anos, porém sua relação com o desktop não mudou em nada. Em nível mundial, a participação de mercado do Linux gira em torno de 1,5 por cento, e isso também se repete do outro lado do oceano, mas lá aparece um novo oponente: o Chrome OS. A ampla disponibilidade de Chromebooks nos Estados Unidos somada ao baixo custo geral fez com que o Chrome OS alcançasse 3,36 por cento do mercado, o que equivale a um salto de mais de 50 por cento em comparação com o ano anterior.
O Chrome OS começou sua aventura em junho de 2011, mas é provável que alguns de nossos leitores ainda se lembrem da distribuição de computadores Cr-48, que serviram como plataforma de teste para o sistema operacional. Com o passar do tempo, vários fabricantes se juntaram às fileiras do Chrome OS, e a combinação entre um custo muito baixo por unidade e a infraestrutura de Mountain View em segundo plano recebeu a aprovação de muitos usuários. Seu crescimento é lento, embora sustentado, e ajudaria ver uma maior quantidade de Chromebooks em outros mercados, mesmo que precisem competir com notebooks baseados em Windows 10. Agora, o que acontece com o Linux? Seu custo também é baixo, e a compatibilidade melhora dia após dia. Aliás, o próprio Chromium OS que serve como esqueleto para o Chrome OS é uma versão modificada do Gentoo Linux.
São detalhes interessantes, mas o mercado continua cantando a mesma música. O percentual que o Linux acumula nos Estados Unidos é de 1,47 por cento, enquanto o Chrome OS saltou para 3,36 por cento no mesmo período. O gráfico da StatCounter indica que em fevereiro de 2016, o Chrome OS estava em 2,02 por cento, e o Linux em 1,32 por cento. Em outras palavras, o Chrome OS precisou de doze meses para duplicar (e um pouco mais) o mercado do Linux, que mal registrou um aumento de 0,15 por cento. O mercado europeu conta outra história: a presença do Linux é de 2 por cento, contra 0,42 por cento do Chrome OS. Ainda assim, se observarmos a evolução do último ano, descobriremos que o crescimento do Linux foi de 0,03 por cento, e o Chrome OS quase duplicou seu mercado.
É claro, há muitos fatores a considerar. A capacidade do Google de promover seus Chromebooks e fechar acordos com fabricantes é muito superior. O pacote de hardware ao qual oferece suporte oficial é muito mais limitado, o que permite, por sua vez, concentrar esforços. E isso nos leva automaticamente ao conceito de configuração zero, algo que as distros tradicionais não alcançaram por completo. Pessoalmente, não estou preocupado com o Linux, já que ele serve maravilhosamente bem aos seus usuários, mas ao mesmo tempo espero que o Chrome OS continue crescendo.