Em 3 de novembro de 2026, comunidades dos Estados Unidos votaram em medidas sobre data centers que iam de proibições e moratórias a limites de consumo de água ou eletricidade, regras de zoneamento e exigências de análise. Reportagens apontaram oposição ampla, mas cada votação tratava de uma regra própria. Algumas consultas eram consultivas e não vinculavam as autoridades locais.
A mobilização em reuniões públicas também foi tema da cobertura anterior da NeoTeo sobre manifestações locais contra data centers.
As votações tratavam de medidas diferentes
A KCRA descreveu perguntas sobre proibições, moratórias, limites ao uso de serviços públicos, zoneamento e acordos de desenvolvimento. Por isso, classificar uma votação como favorável a restrições não significa que todas as comunidades tenham aprovado a mesma regra ou produzido o mesmo efeito.
O resultado não interrompia automaticamente um projeto
A Route Fifty informou que algumas votações eram consultivas, sem obrigar autoridades eleitas a agir. O efeito prático dependia do texto da medida e das regras locais. Uma oposição expressa nas urnas, portanto, não significava por si só que uma obra tinha sido cancelada.
O que Harwood decidiu
Em Harwood, Dakota do Norte, os eleitores rejeitaram uma exigência adicional de análise, em vez de aprovar um data center específico. Segundo a Route Fifty, cerca de 75% dos 430 eleitores votaram contra uma emenda que exigiria análise independente e audiência pública para certos grandes projetos industriais futuros. A emenda não abrangia o campus da Applied Digital, que já havia sido aprovado.
A comparação de Joe Brettell com o fracking
Na entrevista à CBS News, Joe Brettell, representante de relações públicas do setor de energia, comparou o debate sobre data centers às discussões anteriores sobre fraturamento hidráulico, conhecido como fracking. Ele disse que comunidades e empresas se reuniram para definir regras aceitáveis. Essa é a perspectiva de Brettell sobre como o diálogo poderia evoluir.