A ideia de que as versões arcade de certos videogames são mais difíceis para otimizar a arrecadação não é nova, mas há vários títulos que chegam ao extremo de trapacear com o objetivo de tirar todas as suas moedas. Um dos exemplos mais contundentes é o Street Fighter II. Golpes impossíveis de bloquear, momentos de imortalidade, tempos de recuperação mais curtos e ataques a uma velocidade impossível são apenas alguns dos truques sujos que o jogo usa.

Street Fighter 2 trapaceia!
Street Fighter II

Admito que consigo zerar o primeiro Mortal Kombat na dificuldade máxima (nada muito estranho ou elegante), mas Mortal Kombat 2 em versão arcade... é outra história. Sempre suspeitei que o jogo trapaceava, conectando golpes e movimentos impossíveis de reproduzir com os controles. Quando a Kitana entrava no modo berserk com seu maldito leque, game over. Qualquer um entende que o objetivo das máquinas de fliperama é ganhar dinheiro, mas ao mesmo tempo esperamos uma dificuldade legítima, algo que nos faça voltar mais e mais.

Agora, se há um jogo particularmente frustrante quando se trata de trapacear, é o Street Fighter II. O canal Desk no YouTube se dedica a ensinar combos quebrados, estratégias e outros recursos para os jogos de luta mais populares, mas desta vez ele decidiu voltar ao clássico que é o Street Fighter 2... e mostrar que ele trapaceia:

Street Fighter 2 é um trapaceiro

O primeiro caso é uma espécie de «modo Deus». Quando dois jogadores humanos se enfrentam, os ataques conectam exatamente como o jogador espera, mas ao jogar contra a CPU, eles são ignorados arbitrariamente. Depois encontramos mudanças quando um personagem fica atordoado. Em Street Fighter 2, a CPU se recupera em apenas doze frames (0,2 segundos), enquanto em Super Street Fighter 2 Turbo, o tempo é reduzido para três frames.

O terceiro exemplo nos leva à «carga» de um ou dois segundos que certos movimentos especiais exigem. Ao que parece, essa carga não é necessária quando a CPU controla os personagens, porque ela executa todos esses movimentos com extrema facilidade. O quarto caso de trapaça no Street Fighter II é o «mashing». Vários ataques por segundo (algo que não conseguimos fazer com nossos controles normais) e sem possibilidade de escapar condenam o jogador a perder esse round. A mordida do Blanka? Uma metralhadora.

Finalmente, temos ataques que são impossíveis de bloquear. O jogador faz a coisa certa e estabelece uma boa defesa, mas a CPU lança o golpe e conecta mesmo assim, coisa que não acontece no PvP. O vídeo do Desk é excelente, e não seria ruim se virasse uma série, mas ainda melhores são os comentários. Desde «A Capcom me deve um par de controles de Super Nintendo» até «jogar meu Sega Genesis do quarto andar era justificado», humor e frustração andam de mãos dadas.