O teste não oficial de DLSS 5 publicado em 14 de setembro de 2026 trouxe uma melhora visual para The Blood of Dawnwalker, mas não mudou o diagnóstico principal do RPG no PC: ele exige bastante da GPU em 1440p e 4K, e os engasgos de câmera e travessia continuam aparecendo até em máquinas muito fortes. Em uma GeForce RTX 5080, a configuração modificada chegou a 47 FPS em 4K/Ultra antes da geração de quadros.
O teste mais recente melhora a imagem, não o desempenho estrutural
O DLSS 5 não está integrado oficialmente a The Blood of Dawnwalker. O experimento usou DLSS Unlocked, baseado em OptiScaler, para aplicar a renderização neural antes do Super Resolution. Na RTX 5080, o resultado de 47 FPS foi registrado com DLSS Performance em 4K/Ultra e sem contar quadros gerados.
A alteração melhorou a aparência de rostos, ambientes e oclusão de ambiente. O ajuste padrão, porém, deixou os rostos com um aspecto oleoso; reduzir a intensidade eliminou esse efeito no teste. É uma alternativa experimental para quem gosta de mexer em mods, não uma solução oficial para o desempenho do jogo.
O que os benchmarks mostram em 1440p e 4K
A análise com várias GPUs usou um Ryzen 9 7950X3D, 32 GB de memória DDR5-6000 e a primeira vila do jogo, uma área considerada exigente. Como The Blood of Dawnwalker não tem ferramenta de benchmark integrada, os números representam aquele percurso específico.
Em 1080p/Ultra, as GeForce RTX 4090, RTX 5080 e RTX 5090 passaram de 60 FPS de média. Em 1440p/Ultra, apenas as RTX 4090 e RTX 5090 foram descritas como suaves: a RTX 4090 marcou 67 FPS de média, enquanto a RTX 5090 chegou a 74 FPS.
O salto para 4K nativo muda bastante o cenário. Nenhuma GPU testada alcançou média de 60 FPS no preset Ultra. A RTX 5090 foi a mais rápida, com 53 FPS de média e 49 FPS no 1% low — métrica que ajuda a revelar quedas perceptíveis durante a execução.
| GPU | Resolução e preset | FPS médio | 1% low |
| NVIDIA GeForce RTX 5090 | 4K nativo / Low | 84 | 76 |
| NVIDIA GeForce RTX 5090 | 4K nativo / Medium | 74 | 69 |
| NVIDIA GeForce RTX 5090 | 4K nativo / High | 64 | 60 |
| NVIDIA GeForce RTX 5090 | 4K nativo / Ultra | 53 | 49 |
No mesmo sistema, trocar Ultra por High elevou a média de 53 para 64 FPS e o 1% low de 49 para 60 FPS. É o tipo de ajuste que entrega um ganho concreto sem depender de geração de quadros — embora a escolha entre qualidade visual e estabilidade continue sendo sua.
Uma RTX 4060 chega a 60 FPS em 1440p?
Não há uma garantia geral de 60 FPS em 1440p/High para a GeForce RTX 4060. Em uma execução de 90 segundos em Briar Sloughs, a placa marcou 50 FPS de média e 35 FPS no 1% low com preset High e DLSS Balanced.
Um perfil personalizado, com Shadow Quality em Low e Light Quality, Foliage Quality e Detail Quality em Medium, elevou o resultado para 62 FPS de média e 46 FPS no 1% low. Em um teste noturno com vários personagens, a mesma configuração ficou em 53 FPS de média. A cena, o preset e o modo de reconstrução fazem diferença — e bastante.
A geração de quadros levou o número exibido a 73 FPS com High, DLSS Balanced e 2x Frame Generation, partindo de uma base de 50 FPS. O recurso aumentou a sensação de fluidez, mas não equivale a renderizar 73 quadros nativos: a medição também registrou aumento de 68 para 72 ms na latência do PC.
Por que uma GPU mais rápida não elimina todos os engasgos
O problema não é apenas contar quadros por segundo. A análise técnica com uma configuração equipada com Ryzen 9 9950X3D e RTX 5090 registrou engasgos durante a travessia e movimentos de câmera. A mesma dificuldade também apareceu em uma máquina com RTX 4060.
Isso significa que comprar uma GPU mais potente pode elevar a média de FPS, mas não garante uma animação perfeitamente consistente. Os engasgos observados estão ligados ao ritmo de entrega dos quadros, e não apenas à capacidade bruta de renderização.
Os ajustes que mais ajudam
Os cortes mais úteis aparecem nas opções que pesam sobre sombras, iluminação, folhagem, nível de detalhe, reflexos e volumetria. O perfil personalizado que alcançou 62 FPS na RTX 4060 reduziu justamente sombras, luz, folhagem e detalhes.
A qualidade das texturas merece tratamento separado. Com as texturas no máximo, o jogo pode consumir aproximadamente 10–12 GB de VRAM. A recomendação prática é manter Ultra em GPUs com pelo menos 16 GB, usar High entre 8 e 12 GB e reduzir mais em placas com menos de 8 GB.
A volumetria é uma exceção importante: reduzir essa opção abaixo de High pode afetar a iluminação em várias áreas. O ganho de desempenho existe, mas pode custar uma parte visível da atmosfera — e este é um RPG que aposta bastante nela.
O jogo oferece Intel XeSS, AMD FSR e NVIDIA DLSS, além de geração de quadros por AMD FSR e NVIDIA DLSS. O teste também não encontrou suporte a DLSS Multi-Frame Generation. Para uma imagem mais limpa, portanto, o caminho passa por equilibrar o modo de reconstrução, a resolução interna e as opções de qualidade, em vez de esperar que um recurso experimental conserte todos os problemas de frame pacing.
O veredito técnico para quem joga no PC
Em 1440p, The Blood of Dawnwalker pede uma GPU robusta ou uma combinação de upscaling e ajustes personalizados. Em 4K nativo, até a RTX 5090 ficou abaixo de 60 FPS no Ultra. O DLSS 5 experimental pode melhorar rostos, ambientes e oclusão de ambiente em uma RTX 5080, mas o resultado de 47 FPS continua pertencendo àquela configuração modificada e não representa suporte oficial do jogo.