A Agência Espacial Europeia (ESA) prevê que a sonda Hera chegue ao sistema de asteroides Didymos durante novembro. A primeira manobra de proximidade, chamada ECP-1, estava programada para 4 de novembro de 2026, às 01h UTC, segundo o cronograma da missão relatado pela Orbinauts. A operação marca o início da caracterização inicial do sistema.

O que significa a chegada programada da Hera

No cronograma relatado pela Orbinauts, a chegada corresponde à ECP-1, a primeira manobra de proximidade. A trajetória prevista inclui passagens hiperbólicas repetidas, sem inserção em uma órbita estável em torno dos asteroides.

A ESA prevê que a Hera investigue o que aconteceu depois que a missão DART, da NASA, atingiu Dimorphos em 26 de setembro de 2022. A agência afirma que o impacto encurtou o período orbital de Dimorphos em torno de Didymos. (Visão geral da missão Hera, da ESA)

O que o frenamento alcançou

A ESA confirmou que as duas manobras de frenagem foram bem-sucedidas e deixaram a Hera a 20 m/s em relação a Didymos e Dimorphos. Essa é a velocidade relativa ao par de asteroides. (Atualização da ESA sobre a primeira imagem da Hera)

A Orbinauts informou, atribuindo os dados à equipe da missão Hera, que a segunda queima, BRM-2, ocorreu em 22 de outubro, durou cerca de 31 minutos e reduziu a velocidade relativa em aproximadamente 70 m/s. A sonda estava a cerca de 2.300 km do sistema. A sequência começou com a BRM-1, em 15 de outubro, tema da cobertura anterior da NeoTeo sobre a primeira frenagem.

O que a primeira imagem da Hera revelou

A ESA informou que a Hera conseguiu distinguir Didymos e Dimorphos em uma imagem captada a 1.280 km de distância. Dimorphos ocupava cerca de um pixel. Didymos tem aproximadamente 780 m de diâmetro, Dimorphos cerca de 151 m, e a distância média entre os dois é de 1,15 km. (Relato da ESA sobre a primeira imagem)

A agência previa apresentar imagens detalhadas de Dimorphos em 25 de novembro de 2026. (Atualização da ESA, publicada em 27 de outubro)

O que Hera, Juventas e Milani vão investigar

A Hera vai estudar o local do impacto da DART e propriedades de Dimorphos, como forma, composição, massa e estrutura interna. A missão também vai investigar detritos deixados pelo impacto, a rotação do asteroide, a coesão do material e possíveis vazios no interior. Essas medições ajudarão a entender como um impacto cinético pode desviar um asteroide.

Dois CubeSats levarão instrumentos para uma investigação mais próxima. O Juventas fará sondagens por radar do interior de Dimorphos, com resolução espacial prevista de cerca de 10 m. O Milani vai investigar a composição mineral. (Objetivos científicos da Hera, segundo a ESA; visão geral da missão)