Em 18 de outubro de 2026, a Korea JoongAng Daily publicou uma investigação que relacionou registros de remessas da Coreia do Sul, do Japão e de Taiwan à Better World Books (BWB) e a conversas de fornecimento associadas ao Project Panama, da Anthropic. As quantidades variam por origem; nos registros citados, a BWB aparece como compradora ou destinatária. A reportagem da Korea JoongAng Daily também descreve conversas da Anthropic com distribuidores, mas a cadeia de embarque não identifica o uso posterior de cada livro.
O que os registros de remessas indicam
| Origem dos livros | Vendedor ou distribuidor identificado | Compradora ou destinatária citada | Volume e remessas relatados |
| Coreia do Sul | Woongjin Booxen | BWB | 165,69 toneladas em 7 remessas |
| Japão, retirada em Tóquio | Nippan IPS | BWB | 122,155 toneladas em 8 remessas |
| Taiwan | United Distribution Co. (UDC) | BWB | 563,143 toneladas em 16 remessas |
A estimativa coreana corresponde a cerca de 414 mil livros. As remessas atribuídas a Woongjin Booxen saíram de Busan rumo a portos dos Estados Unidos, entre eles Long Beach, Los Angeles e Tacoma. Os oito embarques japoneses com retirada em Tóquio foram registrados entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026. Já as remessas da UDC partiram de Taipei, Kaohsiung e Keelung.
Há ainda três registros associados à Nippan IPS que somam 80,799 toneladas. Eles indicam Busan como local de retirada e de carregamento; a natureza dessas operações não foi confirmada na reportagem e, por isso, elas não entram na estimativa japonesa limitada às retiradas em Tóquio.
Notas de reunião datadas de 27 de novembro de 2024, descritas pela Korea JoongAng Daily, registravam um acordo de fornecimento concluído com a Nippon Shuppan Hanbai (Nippan), aprovação interna dos termos da Woongjin Booxen e um quarto pedido da UDC que ainda reunia aprovações internas. A NeoTeo já cobriu uma operação atribuída à Amazon que cortava livros para escaneá-los, um caso separado das remessas associadas à Anthropic.
O que a decisão em Bartz v. Anthropic resolveu
Em 23 de junho de 2025, o juiz federal William Alsup distinguiu três situações no processo de direitos autorais Bartz v. Anthropic. A decisão considerou uso justo, no julgamento sumário, cópias empregadas para treinar LLMs específicos. Também considerou uso justo a conversão de livros impressos comprados em cópias digitais substitutas para a biblioteca central, sob as condições de que os exemplares físicos fossem destruídos e os arquivos digitais não fossem redistribuídos. A ordem judicial não concedeu julgamento sumário à Anthropic para cópias pirateadas mantidas em sua biblioteca geral. O juiz também deixou sem decisão outras cópias feitas a partir da biblioteca para usos que não fossem treinamento.
A decisão trata das obras e práticas de cópia discutidas naquele processo; não decide a finalidade nem a situação jurídica das remessas asiáticas. Os registros citam a BWB como compradora ou destinatária, e as conversas sobre fornecimento aparecem em outro conjunto de documentos ligado ao Project Panama.