A primeira manobra de proximidade da Hera estava prevista para 1h GMT de 4 de novembro de 2026, data em que o cronograma situava o início da caracterização do sistema Didymos–Dimorphos. A missão da Agência Espacial Europeia (ESA) pretende investigar como o impacto da DART, da NASA, afetou Dimorphos e o que essa colisão pode revelar sobre a deflexão de asteroides.

A cobertura anterior da NeoTeo sobre a chegada prevista da Hera a Didymos apresentou o marco no calendário. O foco agora é o que a sonda e seus dois CubeSats foram planejados para estudar.

O que a Hera pretende descobrir após a DART

A investigação foi planejada para medir tamanho, massa, composição e dinâmica orbital dos asteroides, mapear a cratera de Dimorphos e estudar o material ejetado pelo impacto. Segundo a LaSexta, a aproximação deve incluir passagens sucessivas a cerca de 25 a 30 km dos asteroides. A reportagem estima que Dimorphos tenha aproximadamente 150 m de diâmetro.

A LaSexta também relatou que dados posteriores ao impacto da DART indicaram uma redução de 33 minutos no período orbital de Dimorphos ao redor de Didymos. Esse é um resultado anterior atribuído ao impacto da DART; a Hera foi planejada para investigar as consequências da colisão e caracterizar o sistema.

O cronograma relatado pela LaSexta em 4 de novembro previa a divulgação das primeiras imagens detalhadas de Dimorphos em 25 de novembro e o fim da caracterização inicial em 15 de dezembro de 2026. A mesma agenda marcava a liberação de Juventas para 6 de janeiro de 2027 e a saída de Milani da Hera para 30 de janeiro de 2027.

Juventas e Milani investigam aspectos diferentes

Animação oficial da ESA, em inglês, apresenta as tarefas planejadas de Juventas e Milani em torno de Dimorphos.

Juventas foi designado para estudar a gravidade fraca de Dimorphos. O CubeSat também deve usar radar para sondar o interior do asteroide. A LaSexta atribuiu o desenvolvimento do gravímetro de alta sensibilidade de Juventas à empresa espanhola EMXYS e ao Observatório Real da Bélgica.

Milani tem outra tarefa: coletar partículas de poeira suspensas ao redor de Dimorphos, que podem ajudar a investigar a composição e a história do corpo. A divisão permite que os dois CubeSats examinem aspectos diferentes do sistema: a gravidade e o subsolo, no caso de Juventas, e o material próximo ao asteroide, no caso de Milani.

As manobras da Hera ocorreram em etapas distintas

Uma reportagem do El Debate publicada em 17 de março de 2026 informou que a segunda das duas manobras da Hera no espaço profundo havia consumido 123 kg de hidrazina e alterado a velocidade da sonda em 367 m/s. Francesco Castellini, da equipe de Dinâmica de Voo do Centro Europeu de Operações Espaciais da ESA, explicou que a manobra serviu para testar sistemas necessários às operações de frenagem e encontro com Didymos.

A sequência posterior de aproximação é outra etapa. Segundo a LaSexta, as manobras iniciadas em 2 de outubro de 2026 reduziram a velocidade relativa da Hera de 285 m/s para 1 m/s. A reportagem também informou que, em 18 de outubro, a sonda fotografou Didymos e Dimorphos separadamente a 1.280 km de distância.