A NASA informou em 23 de outubro que a missão científica do Neil Gehrels Swift Observatory havia terminado. A última observação ocorreu em 20 de outubro de 2026, quando o observatório já estava abaixo de 275 km de altitude. Nessa altura, o arrasto atmosférico impedia que os telescópios apontassem de forma estável para alvos astronômicos, segundo a NASA.
O que o Swift observou na campanha final
A Science News relatou que a campanha final incluiu verificações técnicas, observações da atmosfera terrestre em baixa altitude, um cometa e uma explosão de raios gama no fim de setembro, descrita como distante e particularmente energética. A publicação também informou que uma espaçonave de resgate foi lançada no início de julho, mas problemas técnicos tornaram impossível elevar a órbita até o fim de agosto.
Como o Swift acompanhava explosões de raios gama
O Swift reunia três instrumentos: o Burst Alert Telescope, que detectava raios gama; o X-Ray Telescope, para observações em raios X; e o Ultraviolet/Optical Telescope, para luz ultravioleta e visível. Essa combinação permitia que o observatório reagisse a explosões de raios gama, eventos breves e intensos, e acompanhasse suas posições em diferentes comprimentos de onda.
Segundo a NASA, detectar e localizar uma explosão, comunicar sua posição a outros observatórios e apontar os telescópios do Swift para ela normalmente levava cerca de um minuto.
O arquivo público mantém os dados da missão
A NASA informa que o arquivo público do Swift reúne quase 22 anos de medições de brilho, espectros em vários comprimentos de onda e cerca de 12 terabytes de dados. Entre os materiais estão mais de 1,5 milhão de imagens do Ultraviolet/Optical Telescope.
A agência também atribui ao Swift a observação de mais de 2.000 explosões de raios gama e mais de 1.400 supernovas. Dados da missão contribuíram para cerca de 7.000 artigos científicos publicados. Para apoiar respostas rápidas a eventos astronômicos depois do Swift, a NASA estuda o uso de telescópios espaciais existentes, capacidades comerciais de lançamento rápido e novas missões.
A previsão de reentrada publicada em 2 de novembro
O registro da The Aerospace Corporation consultado em 2 de novembro estimava a reentrada para 4 de novembro de 2026, às 09:30 UTC, com uma margem de incerteza de 26 horas. Trata-se de uma previsão datada, não de um horário observado de reentrada. The Aerospace Corporation.