Em 19 de outubro, a Meta apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma manifestação afirmando que adotou medidas para tratar igualmente as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. A empresa disse ter analisado 1.204 publicações político-eleitorais potencialmente sintéticas e pediu que o tribunal reconhecesse obrigações que considera cumpridas. O segundo turno estava marcado para 25 de outubro.

O que a Meta declarou ao TSE

A divisão informada pela empresa para as publicações analisadas foi:

Categoria informada pela MetaPublicações
Tornadas indisponíveis720
Já tinham a identificação exigida270
Consideradas sem relação com conteúdo eleitoral214
Total analisado1.204

A Meta também afirmou ter examinado 255 perfis sem encontrar sinais de comportamento inautêntico coordenado. A empresa pediu ao TSE que reconhecesse as medidas que dizia ter concluído, afastasse multas relativas a essas obrigações e concedesse mais prazo para apresentar informações restantes.

O alcance das determinações do TSE

O TSE deu à Meta 24 horas para demonstrar tratamento igual às duas campanhas e elevou a multa diária condicional de R$ 500 mil para R$ 1 milhão. As determinações abrangem reduções artificiais de alcance, exclusão de recomendações, restrições em buscas e ajustes desiguais de métricas para conteúdo político-eleitoral. Também incluem relatórios em português, informações individualizadas sobre anúncios políticos e documentação de medidas relacionadas a restrições de impulsionamento.

Aplicar os mesmos critérios a conteúdos diferentes não implica necessariamente o mesmo número de remoções. A exigência descrita se volta ao tratamento dado às campanhas e às restrições aplicadas nas plataformas.

As queixas das campanhas e a resposta da Meta

A campanha de Lula alegou dificuldades para encontrar e impulsionar seu perfil, além de restrições a publicações e diferenças em pedidos de imagens pela Meta AI. A campanha de Flávio Bolsonaro também afirmou ter sido prejudicada pela plataforma. O NeoTeo já havia abordado os relatos de restrições a Lula e recomendações de perfis ligados a Flávio em uma cobertura anterior sobre o caso.

A Meta negou favorecer qualquer candidatura. A empresa atribuiu episódios citados a instabilidades técnicas globais, medidas antifraude e exigências regulatórias. Sobre algumas solicitações de geração de imagens, apontou uma brecha envolvendo nomes genéricos combinados com números eleitorais.