Reportagens do The Guardian, em 29 de outubro de 2026, e do The Verge, em 28 de outubro, descreveram notas internas da Meta, de março de 2023, sobre uma proposta para afastar acadêmicos de Jonathan Haidt. As duas publicações disseram que não estava claro se a empresa colocou as ideias em prática. As notas foram citadas em uma petição de distritos escolares em um processo contra a Meta nos Estados Unidos; elas não são uma decisão judicial.

O que as notas de março de 2023 discutiam

Segundo o The Verge, as notas tinham cabeçalhos separados para 7 e 8 de março. O trecho que atribui ao então vice-presidente de pesquisa da Meta, Curtiss Cobb, o objetivo de levar acadêmicos a rejeitar Haidt aparece sob a data de 8 de março, segundo o The Guardian. A abordagem descrita era discreta, com a intenção de influenciar a comunidade acadêmica e a percepção da imprensa sobre Haidt.

A discussão ocorreu antes da publicação, em 2024, de The Anxious Generation, livro de Haidt sobre jovens e saúde mental.

O que Andrew Gelman afirmou sobre “Gellman”

As notas mencionam “Gellman”, mas as reportagens não identificam essa pessoa como Andrew Gelman. Em uma publicação de 27 de outubro de 2026, o professor da Columbia University afirmou que Facebook ou Meta nunca o procurou sobre Haidt ou o trabalho dele.

Gelman também disse que o Facebook fez uma doação de US$ 25 mil para sua pesquisa, por meio da Columbia University, em 2016. Em 2020, segundo ele, a empresa apoiou um projeto de um doutorando em ciência da computação. Gelman afirmou que nenhum dos dois financiamentos envolvia a saúde de adolescentes.

A reação de Haidt e as críticas acadêmicas

Haidt disse ao The Verge que não se surpreendeu com a discussão e a interpretou como uma tentativa de desacreditá-lo. A reportagem também menciona acadêmicos que criticaram as conclusões de Haidt sobre redes sociais e saúde mental de adolescentes.