Em 23 de outubro, uma resposta atribuída a Jeremy Parsons, gerente do programa Artemis da NASA, indicou que 6 a 8 voos se aproximavam mais do planejamento da SpaceX para abastecer a Starship HLS na Artemis IV, dadas as premissas de transferência e desempenho consideradas. A faixa é uma estimativa de planejamento, não um resultado medido. A cobertura anterior da NeoTeo sobre o planejamento da Artemis IV contextualiza a missão; aqui, o foco é o reabastecimento da Starship.

O que Parsons disse sobre a estimativa

As declarações atribuídas aos envolvidos apontam números diferentes. Charlie Precourt, integrante do Painel Consultivo de Segurança Aeroespacial da NASA (ASAP), mencionou cerca de 22 voos. Elon Musk contrapôs a faixa de 6 a 8. Parsons disse que a NASA não acompanhava uma estimativa tão alta sob as premissas consideradas e que 6 a 8 se aproximava mais do planejamento da SpaceX.

PessoaEstimativa mencionadaContexto
Charlie PrecourtCerca de 22 voosEstimativa para abastecer a Starship HLS na Artemis IV
Elon Musk6 a 8 voosNúmero apresentado em resposta à estimativa de Precourt
Jeremy Parsons6 a 8 voosFaixa que, segundo ele, se aproximava mais do planejamento da SpaceX

Como o reabastecimento orbital entra na conta

Módulos cilíndricos conectados a uma estrutura orbital, com grandes painéis solares contra o fundo escuro do espaço.

A Starship HLS depende de transferências de propelente em órbita. Resumos do evento de 23 de outubro descrevem uma etapa na órbita terrestre baixa (LEO, na sigla em inglês) e outra posterior, em uma órbita chamada Final Tanking Orbit (FTO), ou órbita final de abastecimento. Esse conceito ajuda a entender por que a quantidade de voos depende da arquitetura de transferência, além do propelente que a nave precisa receber.

A imagem mostra um conceito da NASA, de 2011, para um depósito orbital de oxigênio líquido. É um exemplo histórico do tipo de estrutura que pode armazenar propelente em órbita.

O que pode alterar o número de voos

Parsons citou a eficiência da transferência, possíveis perdas de 5% ou 10% e o desempenho da Starship V3 como fatores que podem mudar a estimativa. Esses percentuais foram mencionados como hipóteses, não como taxas observadas.

Uma demonstração de transferência de propelente ajudaria a determinar quanto combustível passa de uma nave para outra e quanto se perde no processo. Parsons apontou essa demonstração como a melhor forma de refinar a quantidade necessária de voos.