As alegações finais de 20 de outubro não encerraram a disputa sobre licenças futuras: o júri havia concedido US$ 2 em 13 de outubro por duas reivindicações específicas, e até 25 de outubro ainda não havia decisão escrita relatada sobre as questões separadas. A sentença também decidiu a favor da Arm em outras reivindicações, por isso o resultado foi dividido.
As alegações de 20 de outubro não encerraram a disputa
Em 20 de outubro, a juíza Maryellen Noreika ouviu as alegações finais sobre questões separadas de concorrência desleal e licenciamento. A Bloomberg relatou que Noreika demonstrou relutância em definir valores para licenças futuras. Essa reação relatada durante a audiência não foi uma decisão sobre os termos de licenciamento.
Até 25 de outubro, a EE Times ainda informava que a decisão escrita sobre essas questões estava pendente. A etapa era distinta da sentença do júri, proferida em 13 de outubro.
O que os US$ 2 concedidos à Qualcomm cobrem
A sentença do Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito de Delaware atribuiu US$ 1 à violação da seção 5 do Architectural License Agreement (ALA), o acordo de licença de arquitetura entre as partes. O tribunal concluiu que a Arm violou essa seção ao reter ACKs e OOBs antes e depois de 8 de janeiro de 2023.
O outro US$ 1 foi concedido por interferência ilícita na relação econômica da Qualcomm Technologies, Inc. (QTI) com a Meta. A sentença registrou conclusões de interferência intencional e negligente.
| Reivindicação | Decisão do tribunal | Indenização |
| Violação da seção 5 do ALA | A Arm violou a seção ao reter ACKs e OOBs antes e depois de 8 de janeiro de 2023. | US$ 1 |
| Interferência na relação econômica da QTI com a Meta | O tribunal registrou conclusões de interferência intencional e negligente. | US$ 1 |
A sentença também decidiu a favor da Arm
O Technology License Agreement (TLA), ou acordo de licença de tecnologia, estava na base de outras reivindicações. O tribunal decidiu a favor da Arm quanto às seções 8.1(B)(i), 8.1(B)(ii)(b) e 8.1(D), relacionadas aos núcleos Hunter, Hayes e Yamin. Também não constatou violação do pacto implícito de boa-fé quanto às ofertas de GIC-700, MMU-700 e ELA-600.
Essas decisões ajudam a explicar por que as duas empresas destacaram partes diferentes do resultado: a Qualcomm apontou as duas indenizações, enquanto a Arm enfatizou as reivindicações em que prevaleceu.
O pedido de suspensão de royalties ficou separado
A Qualcomm pediu a suspensão de pagamentos de royalties por até cinco anos. Esse pedido era uma medida separada e não fazia parte dos US$ 2 concedidos pelo júri. As questões de licenciamento futuro, incluindo a arquitetura Arm v10, também estavam na etapa separada discutida nas alegações finais de 20 de outubro.
Para o contexto das estimativas de royalties ligadas à Arm v10, consulte a análise anterior da NeoTeo sobre os royalties de Arm v10. Até 25 de outubro, a decisão escrita sobre as questões separadas continuava pendente nos relatos da EE Times.