A busca por mais desempenho nos nossos jogos favoritos nunca termina, e com a “magia” da geração de quadros, um título injogável pode se tornar uma experiência muito agradável. Recentemente falamos sobre a tecnologia Fluid Motion Frames 2, compatível com placas AMD Radeon, porém o mercado oferece algumas alternativas universais, e uma das mais populares é a Lossless Scaling. Essa ferramenta deu seus primeiros passos com um upscaling tradicional, mas sua geração de quadros integrada amadureceu muito, e os números são surpreendentes...
Muitos jogos foram especialmente projetados para funcionar a uma determinada taxa de quadros. Por exemplo, Elden Ring tem um limite de 60 FPS, e o mesmo acontece com os principais títulos da Bethesda (qualquer desbloqueio pode ter estranhas consequências na física). Já os novos Doom querem cada FPS disponível (meathooking, quick swaps, velocidadeeeeeee!), e todo excesso em jogos de tiro online (CS2, Overwatch 2, Fortnite, etc.) é sempre bem-vindo.
No entanto, há ocasiões em que o hardware não ajuda. Modding, overclocking, redução de gráficos e resolução... aceitamos muitos compromissos no passado para alcançar uma melhor experiência, e a geração de quadros, com todas as críticas que arrasta, surge como uma ótima solução para estender a vida útil dos nossos componentes. A chave é encontrar uma implementação universal suficientemente boa, e o ETA PRIME no YouTube decidiu explorar a última versão do Lossless Scaling.
Lossless Scaling: Geração de frames universal a um preço razoável
Como o próprio nome indica, o Lossless Scaling é, em primeiro lugar, uma ferramenta de upscaling semelhante às versões originais do FSR ou DLSS. O simples fato de renderizar um jogo em uma resolução menor e “ampliar” a imagem com uma perda aceitável/tolerável de qualidade permite ganhar velocidade, mas é o usuário quem deve aceitar essa troca no final.
A esse recurso se soma a geração de quadros, e na sua última versão, o sistema LSFG 2.3 injeta até três quadros intermediários, criando um “efeito 4X”. Isso pode ser útil quando o jogo mal chega a 60 FPS, mas o monitor suporta uma taxa de atualização muito superior (240 Hz), embora nada nos impeça de experimentar com taxas de quadros mais baixas.
O vídeo do ETA PRIME inclui algumas recomendações básicas, como aplicar um limite no jogo à metade da taxa do monitor (ex.: 30 FPS / 60 Hz), de modo que, quando o Lossless Scaling duplicar o framerate com seu gerador, não haja tearing nem artefatos adicionais. Também é necessário usar o modo janela ou borderless, já que não funciona com fullscreen exclusivo. Há muitas opções avançadas, e a web está repleta de sugestões.
O Lossless Scaling é compatível com Windows (isso significa que vários consoles portáteis podem usá-lo), e seu preço varia entre 3,5 e 7 dólares, enquanto na Europa custa 6,89 euros.
Lossless Scaling na Steam: Clique aqui